As inscrições para o processo seletivo de estágio no MPT-ES foram prorrogadas

As inscrições para o processo seletivo de estágio no Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES) 2017 foram prorrogadas até 10 de agosto. Podem participar alunos dos cursos de Direito, Engenharia Civil, Comunicação Social/Jornalismo e Tecnologia da Informação, destinados às vagas abertas e à formação de cadastro de reserva de estagiários.

Para a Procuradoria Regional do Trabalho da 17ª Região (PRT17), poderão se inscrever alunos do curso de Direito, Engenharia Civil, Comunicação Social/Jornalismo e Tecnologia da Informação. Já para as Procuradorias do Trabalho nos municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus, apenas estudantes de Direito.

Entre os pré-requisitos para a inscrição estão: estar matriculado em uma das instituições de ensino superior conveniadas com o órgão, conforme edital, e ter concluído, pelo menos, 40% da carga horária do curso superior. As pré-inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site (http://prt17.mpt.mp.br/informe-se/estagiarios), enviando todos os documentos necessários até o dia 10 de agosto, às 18h.

A prova

O processo seletivo consiste na aplicação de provas escritas, objetivas e/ou discursivas de caráter eliminatório e classificatório. As provas contarão com questões de conhecimentos específicos de cada curso. A data provável de aplicação da prova será no dia 18 de agosto (sexta-feira), das 14h às 17h. O local será divulgado no site da PRT17 após a homologação das inscrições.

Carga horária e bolsa de estágio

A carga horária do estágio será de 20 (vinte) horas semanais, distribuídas, preferencialmente, em quatro horas diárias. Essa carga horária poderá ser estendida até o máximo de seis horas diárias. O valor da bolsa de estágio é de R$850, com auxílio-transporte no valor de R$7 por dia estagiado.

Leia abaixo alguns depoimentos de profissionais que estagiaram no MPT-ES

Fábio Mamede estagiou na PRT17 por dois anos, na Divisão de Tecnologia da Informação (DTI) e hoje trabalha na Hitachi Consulting, uma consultoria japonesa com projetos no mundo todo.

“Atualmente estou trabalhando no maior projeto de implementação de TI das Américas, com atividades nos Estados Unidos da América, no Uruguai, no México, no Brasil, na Venezuela e em outros países. O estágio no MPT enriqueceu meu aprendizado acadêmico, contribuindo para aplicação prática de conhecimentos teóricos. Mas muito além disso, o desenvolvimento profissional foi determinante para a minha carreira, nos quesitos de evolução técnica, trabalho em equipe, pesquisa e, sem dúvida, todo apoio e suporte da liderança para meu desenvolvimento pessoal e profissional. Tudo isso foi primordial para chegar onde estou, atuando em um mercado global e projetos de altíssimo nível. Tenho muito orgulho de ter trabalhado e feito parte da equipe MPT”.

Ive Seidel estagiou por um ano na PRT17 e atualmente é juíza do Trabalho substituta no exercício da titularidade, na 1ª Vara do Trabalho de Tangará da Serra, parte do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT 23R), em Mato Grosso.

Durante todo o estágio, Seidel trabalhou no gabinete da procuradora do Trabalho Keley Vago. “Minha experiência como estagiária do MPT-ES foi a melhor possível e interrompi o estágio em razão da minha colação de grau. O estágio consistia na minuta de pareceres, tanto de processos judiciais, quanto dos procedimentos administrativos deflagrados pelo Ministério Público do Trabalho. Minha paixão pelo Direito e pelo Processo do Trabalho teve início a partir desse estágio, sem dúvidas. O estágio foi desafiador, pois exigia o estudo de matérias que, a princípio, não eram abordadas com muita profundidade na graduação, a exemplo do trabalho portuário, trabalho das pessoas com deficiência (PCD) e trabalho infantil. O período em que estive na PRT17 foi fantástico. Fiz vínculos pessoais e profissionais no órgão, e grande parte das pessoas com quem convivi ainda faz parte da minha vida. A atuação do MPT sempre me despertou interesse, e estagiar no Órgão levou-me a optar pela atuação profissional perante a Justiça do Trabalho, contribuindo para a minha aprovação em diversos concursos públicos na área, especialmente o concurso da magistratura. Sou Juíza do Trabalho desde 2014 e parte da minha aprovação devo à experiência que tive no MPT, pelos desafios que me foram exigidos enfrentar e pelo engrandecimento profissional que o Órgão me proporcionou. Estagiei em diversos lugares durante a graduação e frequentemente sou questionada sobre a minha trajetória de preparação profissional. Sempre que isso ocorre, aponto o estágio no MPT como uma das melhores experiências que poderia ter vivido”.

Natália Medici foi estagiária do MPT-ES por dois anos, e atualmente é analista judiciária no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT 2), em São Paulo.

“Esse foi o período em que pude desenvolver e aprimorar todas as competências necessárias para a operação do Direito. Isso porque as atividades propostas aos estagiários vão da confecção de peças processuais ao estabelecimento de estratégias para condução de inquéritos civis. Tal experiência, portanto, prepara o acadêmico de Direito para atuar com desenvoltura e facilidade tanto na advocacia, quanto na posse de cargo público. Atualmente, sou analista judiciária e, desde o período em que atuei como advogada e, posteriormente, como assistente de juiz, utilizo-me das preciosas lições aprendidas no estágio do MPT”.

Jamile Carvalho estagiou por um ano e sete meses na Assessoria de Comunicação do MPT-ES e hoje trabalha na empresa de comunicação e tecnologia Resultate.

“Atualmente sou assessora de imprensa e faço parte da equipe de conteúdo, produzindo textos para sites institucionais e blogs. Minha experiência no MPT-ES foi extremamente enriquecedora. Pude entender sobre as questões do Direito do Trabalho que me agregaram na vida pessoal. Entrei com uma mente e saí com outra muito mais correta. Passei a entender melhor das coisas que são fundamentais no trabalho coletivo. Elaborei releases, notas, compareci a eventos, fiz coberturas fotográficas e muito mais. Conheci profissionais íntegros e tive uma experiência muito prazerosa na PRT17. Sempre com boas risadas, vivências e momentos de confraternização. Recomendo a todos esse estágio tão engrandecedor!”

Palloma Spala estagiou por quase dois anos na Assessoria de Comunicação do MPT-ES e atualmente é assessora de comunicação e imprensa da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti). Irá começar a trabalhar em breve na Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do ES (Fapes), uma autarquia na Secti.

“Acredito que um dos motivos que me fizeram chegar até aqui foi justamente ter estagiado no MPT e, assim, ter conhecido como funciona uma assessoria em órgão público. No órgão pude desenvolver todas as atividades de assessoria, aprendi a me relacionar com jornalistas e também a trabalhar com a comunicação interna. Lembro-me bem de que, mesmo como estagiária, eu tinha bastante autonomia e era tratada como assessora. Isso só fez com que eu criasse ainda mais responsabilidade, corresse atrás de resolver problemas e de buscar soluções. Estagiei no órgão no período em que ocorreu o desastre da queda da barreira da Samarco, em Minas Gerais, atingindo também o Espírito Santo, e, com isso, aprendi a lidar com crises. Tive também a oportunidade de participar, mesmo que minimamente, na matéria para a Revista Labor, realizada por minha ex-chefe, relatando com maestria todo o acontecimento. Melhorei muito na produção de releases. Também me aperfeiçoei na criação de artes, pois criávamos muitos cartazes internos, para impressão e para a intranet. Além disto, pude conhecer bastante sobre os direitos dos trabalhadores, e aprendi termos que com certeza eu não teria aprendido até hoje se não tivesse passado por lá”.

Patrícia Regina estagiou no MPT-ES por um ano, na área de Segurança do Trabalho do órgão. Hoje ela não trabalha na área, entretanto cursa Direito e pretende voltar à PRT17 assim que possível.

“Por um ano tive a oportunidade de ter uma experiência no MPT-ES e foi a melhor escola que alguém poderia ter. Pude aprimorar o que aprendi no curso técnico do Instituto Federal do Espírito Santo, e tive oportunidades que nenhum outro lugar poderia me proporcionar! Fiz curso na área, observei inspeções, entre outras atividades. O estágio no Ministério Público nos dá uma prática diferenciada e eu o recomendo a qualquer pessoa que queira tentar. O estágio abre portas, amplia horizontes e nos dá uma visão maior do mundo acadêmico. Eu agora sou estudante de Direito e tenho a certeza de que farei o processo seletivo ao completar a carga horária necessária, pois sei que sairei de lá melhor e muito bem instruída".


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