
MPT-ES utiliza inteligência artificial para agilizar coleta de denúncias
Novo procedimento desenvolvido na PRT-17 auxilia servidores na transcrição e organização dos atendimentos e contribui para reduzir o tempo de coleta sem deixar de lado o acolhimento ao cidadão
Uma ideia e a habilidade no uso de novas ferramentas de tecnologia foram suficientes para o chefe de Gabinete da procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 17ª Região (PRT-17), Leandro Maia Tovar, criar uma sistemática de atendimento por Inteligência Artificial (IA) e implantá-lo na Sala de Coleta de Denúncias do Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES). A proposta deu tão certo que já apresenta resultados: trouxe mais agilidade ao trabalho realizado pelos servidores do setor.
Segundo Tovar, o primeiro passo foi a implantação do autoatendimento, que permite ao cidadão utilizar um computador disponível na recepção para redigir sua denúncia.
“Ainda assim, algumas pessoas demandavam o atendimento de servidores por não saber escrever, ter dúvidas ou não saber como redigir. Os servidores não podem negar ajuda. Então, conversei com a procuradora-chefe da PRT-17, Janine Milbratz Fiorot, que me deu liberdade para pensar em processos que pudessem ajudar os servidores e oferecer padronização e qualidade na coleta de denúncias”, explicou Leandro Tovar.
A partir da autorização, ele começou a pesquisar a melhor maneira de aprimorar o atendimento. “A gente já estava estudando e implantando a IA para o registro das audiências. Então, apenas adaptei o sistema para a coleta de denúncias também”, observou o chefe de Gabinete.
Etapas
Na etapa seguinte, foi instalado na Sala de Coleta de Denúncias um microfone para captar o áudio da conversa, nos mesmos moldes dos equipamentos utilizados em salas de reuniões ou de audiências realizadas de forma híbrida.
“Quando o servidor vai atender o cidadão, inicia, via plataforma Teams, um evento de coleta de denúncias. O Teams transcreve a reunião, por conta do microfone, tanto as perguntas do servidor quanto as respostas. Quando finaliza a coleta, o servidor baixa a transcrição e a insere no Copilot com o prompt que eu gerei”, explicou.
Tovar ressalta que, durante o processo de atendimento, a IA também pode sugerir ao servidor perguntas complementares para tornar a denúncia mais completa. Cabe ao servidor, nesse caso, avaliar a necessidade de fazer novas perguntas. A ferramenta, portanto, não substitui o atendimento realizado pelo servidor, mas funciona como um recurso de apoio.
Tempo
De acordo com Tovar, o sistema pode reduzir de forma significativa o tempo das coletas, que chegam a durar cerca de duas horas. Isso ocorre porque a ferramenta elimina parte do tempo dedicado pelo servidor a ouvir, processar e transcrever as informações. Para o cidadão, a maior agilidade também representa redução no tempo de atendimento.
“Antes, havia uma reclamação do setor sobre alguns atendimentos que demoravam muito e impactavam as atividades dos servidores. Agora, juntando o autoatendimento, que já desonerou o setor em cerca de 30% a 40%, com a implementação da IA, esperamos que os servidores tenham mais tempo para auxiliar em outras demandas. Além disso, há um ganho em qualidade de vida no trabalho”, destacou Tovar.
“O sistema vai agregar qualidade e facilitar o trabalho do servidor. Mas o atendimento não perderá o olhar humanístico e de acolhimento”, afirmou Fabio Barbosa Sgrancio, chefe da Secretaria da Seção Processual.
Para facilitar o uso do sistema, o chefe de Gabinete elaborou um manual e o disponibilizou aos servidores da PRT-17 e das Procuradorias do Trabalho nos Municípios (PTMs).
Crédito:
Texto - Alcione Coutinho
Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo
Assessoria de Comunicação
(27) 3198-4400 / 99241-3186
Publicado em 22 de setembro de 2026.













































